Quando a moabita Rute casou-se com o hebreu Marlon jamais imaginou os caminhos que lhe estavam reservados.
Os pais do rapaz, Elimeleque e Noemi, saíram de Belém em função da escassez de comida. Migraram para Moabe e ali fixaram residência. Algum tempo depois o patriarca faleceu. Os filhos, Marlon e Quiliom, casaram-se com mulheres moabitas, Rute e Orfa. Não há relatos bíblicos sobre o período em que lá permaneceram. Somente a informação de que 10 anos após a chegada da família em Moabe, os dois filhos vieram a falecer.
Para cultura judaica da época nada poderia ser mais trágico que uma casa sem homens. Sem descentes. Sem legado. A desesperança tomou conta daqueles corações. Uma mulher israelita vivendo numa terra estrangeira, sem marido e filhos, com a responsabilidade de cuidar das duas noras.
Noemi significa Feliz. Mas, diante das lutas e perdas ela mesma se denominou Mara, Amarga.
Uma história com todos os ingredientes para o fracasso, afinal a esperança tinha partido. Da mesma maneira que Elimeleque saiu de sua terra natal em busca de sobrevivência, Noemi decidiu fazer o caminho inverso: voltar para Belém. Até porque o significado de Belém é Terra do Pão. Ela, porém, não voltou sozinha. Rute decidiu partir com a sogra. Foi lhe fiel. Solidária. Amável. Era Rute agora a estrangeira. Mas isso não era um problema. Ela daria o que tivesse por amor à Noemi, mesmo tendo muito pouco.
Quando Jesus enalteceu a viúva que dizimou tudo o que tinha a lição foi esclarecida: “Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver”. Lucas 21:4
Rute – uma história de generosidade.
Um dia de paz!